quinta-feira, 14 de julho de 2016
sábado, 9 de julho de 2016
sexta-feira, 8 de julho de 2016
UMA CONQUISTA PARA ALDEIA BUJIGÃO
Hoje, estivemos na
Aldeia na Bujigão para fazer a entregar
de seis mil metros de canos e uma bomba de
compreensão, onde atendera mais de 50
famílias pataxó que vivem na terra indígena de Barra Velha, distrito de Caraíva.
Associação de Pescadores da Aldeia Bujigão, vinha reivindicando essa situação
ao um bom tempo para os órgãos responsáveis. Hoje podemos ver a felicidade da comunidade ao receber as instalações que tanto sonharam.
Gostaria de agradecer aos parceiros que sensibilizaram com a
cousa, principalmente a comunidade que
lutaram para esse dia chegar. Muita coisa demanda ainda falta para a comunidade
realizar seus sonhos, mas com muita fé chegaremos lá !
Porto Seguro, 08 de julho de 2016.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Moção de repúdio à violação dos direitos dos povos indígenas
Nós, pesquisadores indígenas, reunidos
com nossos caciques, lideranças e aliados da causa indígena, por ocasião da
3ª SBPC Indígena no âmbito da 68ª
Reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, nos
dias 03 a 08 de julho de 2016, em Porto Seguro - BA, vimos a público denunciar,
e repudiar, os retrocessos aos direitos dos povos indígenas e expressar a
defesa incondicional desses direitos.
É
inadmissível, no âmbito do Estado democrático de direito que sejam violados os
direitos originários garantidos tanto na constituição brasileira quanto nos
instrumentos jurídicos internacionais dos quais o Brasil é signatário.
Diante do exposto, repudiamos:
•
O sistemático desaparelhamento do órgão
indigenista - Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que ora culmina com a
indicação do general Roberto Sebastião Peternelli Junior à presidência do
órgão, considerada uma afronta à autodeterminação dos povos indígenas;
•
O Projeto de Emenda Constitucional 215 e
o Projeto de Lei 1610, por atentarem frontalmente contra os direitos dos povos
indígenas;
•
O uso da violência policial e os
recorrentes assassinatos, que permanecem impunes, de líderes indígenas;
•
A
criminalização de lideranças indígenas com o uso de prisões temporárias que se
estendem por meses, sem audiência de tutela;
•
A sistemática negação dos direitos
sociais - a educação diferenciada acesso e permanência no ensino superior em
todos os níveis, saúde, saneamento básico e água potável - especialmente às
comunidades indígenas que se encontram em áreas de conflito e vulnerabilidade,
como os Guarani-Kaiowá;
•
O descaso e a omissão das autoridades,
diante da tragédia socioambiental do Rio Doce, provocada pelas empresas
mineradoras – Samarco e Vale – atingindo diretamente a sobrevivência dos povos
indígenas Krenak, Tupiniquim e Guarani;
•
O não cumprimento da Constituição Federal
no que concerne à proteção dos povos indígenas e à demarcação dos seus
territórios tradicionais, principalmente nos casos dos Guarani-kaiowá; Pataxó
das T.I. de Barra Velha do Monte Pascoal e Comexatiba; e T.I. Tupinambá de
Olivença;
•
Qualquer tipo de retrocesso aos direitos
garantidos constitucionalmente na Educação Escolar Indígena diferenciada,
específica, intercultural, bilíngue e comunitária. Expressamos, portanto, pleno
apoio aos professores indígenas, defendemos a manutenção de todos os programas
voltados à educação escolar indígena, exigindo que o Estado brasileiro, por
meio do Ministério da Educação, Secretarias estaduais e municipais de educação,
assuma os Territórios Etnoeducacionais e realize a II Conferência Nacional de
Educação Escolar Indígena;
•
Qualquer tentativa de retrocesso com a
implementação da Base Nacional Curricular Comum, em relação às orientações
curriculares e às Diretrizes Nacionais da Educação Escolar Indígena Específica
e Intercultural, já garantidas em marco regulatório. O governo deverá garantir
as especificidades culturais, identitárias e do Bem Viver dos povos indígenas
do Brasil;
•
A implantação de projetos ou medidas que
interfiram nos hábitos, costumes e organização sócio-política dos nossos povos
sem a consulta prévia, conforme estabelece a Constituição Federal, a Convenção
169 da Organização Internacional do Trabalho, a Declaração das Nações Unidas
Sobre os Direitos dos Povos Indígenas e a Declaração da Organização dos Estados
Americanos sobre os Povos Indígenas.
•
A utilização dos meios de comunicação,
concessões públicas, para a pregação do ódio, da divisão, do racismo e da
discriminação, principalmente contra os povos indígenas. O respeito à
diversidade étnica e cultural deve ser balizador das atividades destes meios e
qualquer infração deverá ser punida pelo poder público. Não podemos confundir a liberdade de
expressão e de opinião com o direito de atacar a integridade e a honra de
cidadãos ou de povos indígenas, a exemplo do que aconteceu recentemente com o
povo Maxacali, para o que exigimos reparação;
•
Todas as formas de genocídio e violação
de direitos, atentados contra a vida, crimes hediondos conforme o Artigo nº 07
da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos povos indígenas, em que
se afirma que “os povos indígenas têm o direito coletivo de viver em liberdade, paz e
segurança, como povos distintos, e não serão submetidos a qualquer ato de
genocídio ou a qualquer outro ato de violência“.
Considerando que
tivemos visíveis avanços no campo dos direitos formais nas últimas décadas,
nossos povos e lideranças não permitirão que grupos conservadores da sociedade
brasileira retirem e anulem tais direitos, conquistados à custa de muita luta
nossa e dos nossos antepassados. Os avanços conquistados pelos nossos povos
são, também, o avanço da sociedade nacional à qual pertencemos. Nossos direitos são a busca da superação de
uma subalternidade cultural e econômica imposta pelo sistema colonizador sobre
nossos povos e por extensão a toda a população brasileira. Não há recuo possível! Não há golpe que consiga impor ao povo
brasileiro o retrocesso à sua dignidade e, aos povos indígenas, a redução dos
seus direitos.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
IV JOGOS DOS POVOS INDÍGENAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS 2016
Cerca de 600 indígenas participam da competição que promove intercâmbio entre diferentes aldeias e fortalece a identidade das etnias
29 de Junho de 2016 , 16:07
Entre os dias 30 de junho e 03 de julho, a reserva indígena Maxakali Aldeia Verde, localizada no município de Ladainha, no Vale do Mucuri, receberá a 4ª Edição dos Jogos dos Povos Indígenas de Minas Gerais. O evento é aberto ao público e viabilizado pela parceria das secretarias de Estado de Esportes (SEESP), de Educação (SEE), de Trabalho e Desenvolvimento Social (SEDESE) e de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (SEDPAC) com a Prefeitura de Ladainha. A solenidade abertura do evento está prevista para o dia 1º de julho, das 8h às 12h, com apresentações culturais e pronunciamento de autoridades.
O convênio entre os entes prevê o repasse de R$ 304.525,80 mil por parte da SEESP e SEE e uma contrapartida de R$ 5.988,40 por parte da Prefeitura de Ladainha para a realização da competição e reforma de um casarão situado dentro da Aldeia, tal legado tem a finalidade de melhor atender a comunidade em suas atividades. A SEDPAC e a SEDESE atuam na articulação para a organização do evento.
Participam dos Jogos Indígenas cerca de 600 indígenas a partir dos 15 anos de idade. Estarão em disputa as modalidades Derruba o Toco, Arco e Flecha, Cabo de Guerra, Zarabatana, Corrida do Maracá, Bodok, Arremesso de Lança e Futebol (leia mais no final do texto). Os três primeiros colocados em cada modalidade receberão troféus tradicionais, produzidos pelos próprios indígenas.
Durante os Jogos, será realizada feira de artesanato indígena, exposição fotográfica e outras atividades culturais.
Para o secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves da Silva, o apoio à competição possui interesse público relevante, pois democratiza a prática esportiva e valoriza a identidade cultural dos povos indígenas de Minas Gerais. “Mais do que a prática esportiva, os jogos marcam a celebração de culturas e a valorização dos povos indígenas. Logo, buscaremos contemplar, cada vez mais, o esporte e as modalidades peculiares de cada comunidade em nossas ações, para atender da melhor forma toda a população mineira, sem distinções”, afirmou.
Para o secretário de Estado de Esportes, Carlos Henrique Alves da Silva, o apoio à competição possui interesse público relevante, pois democratiza a prática esportiva e valoriza a identidade cultural dos povos indígenas de Minas Gerais. “Mais do que a prática esportiva, os jogos marcam a celebração de culturas e a valorização dos povos indígenas. Logo, buscaremos contemplar, cada vez mais, o esporte e as modalidades peculiares de cada comunidade em nossas ações, para atender da melhor forma toda a população mineira, sem distinções”, afirmou.
Já a coordenadora de Educação Escolar Indígena da SEE, Célia Xakribá, destaca que os jogos representam não apenas uma modalidade esportiva, mas o fortalecimento e a expressão cultural da identidade de um povo. “Esse é um momento que representa todo o significa da cultura e do sentimento de pertencimento de um povo. Todas as modalidades esportivas e a apresentação do ritual vêm para fortalecer essa nova experiência que bebe na fonte dos antepassados , mas também das novas gerações”.
Esta será a quarta edição dos jogos. A primeira foi recebida pelo Povo Xacriabá, em São João das Missões, em 2012. A segunda edição aconteceu na Aldeia Guarani Pataxó, em Carmésia, e a terceira, foi recebida pelos Krenak de Resplendor, em 2013 e 2014, respectivamente. O secretário de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda, ressalta a importância do evento para a valorização e o protagonismo da cultura indígena. “Nos jogos indígenas não prevalece a competição, o ‘vencer ou vencer’. É jogar pelo prazer de jogar. Os objetivos são a arte do encontro, da participação, a busca da autoestima e a luta permanente para sair da invisibilidade”, afirma.

A competição
Os Jogos dos Povos Indígenas do Estado de Minas Gerais acontecem desde 2012 e têm como objetivo promover o esporte socioeducacional nas aldeias indígenas mineiras como instrumento de fortalecimento da identidade das culturas tradicionais, estimulando valores originais e intercâmbio entre as etnias para a promoção da cidadania indígena. A realização dos Jogos constitui uma significativa oportunidade de valorização e fortalecimento da identidade das etnias indígenas residentes em Minas, uma vez que promove o encontro e articulação entre as mais diversas comunidades.
Várias localidades no Brasil promovem jogos regionais indígenas. Desde 1996 são realizados os Jogos Brasileiros que estão em sua 13ª edição. Já em 2015, foi realizada a primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas em Palmas, Tocantins. Indígenas de 22 países e 24 etnias brasileiras participaram do evento.
Modalidades disputadas
1. Derruba o Toco (equipes de 03 guerreiros): É montado um círculo com diâmetro de 3 metros, onde todos os guerreiros lutarão. Não é permito o uso de violência, e o guerreiro que utilizar golpes distintos do “agarramento” será desclassificado. O campeão será aquele que conseguir forçar o seu adversário à derrubar o toco. A Equipe vencedora será a que conseguir somar o maior número de vitórias.
2. Arco e Flecha (03 guerreiros): É montado um alvo com distância de 30 metros do guerreiro. O competidor que acertar o alvo mais vezes em três chances será o campeão. Na modalidade feminina a distância será de 15 metros.
3. Cabo de Guerra (equipes de 10 guerreiros): Uma equipe de cada lado puxa uma corda, buscando arrastar a equipe adversária até seu campo. A Equipe conseguir arrastar o adversário para o seu campo será o vencedor da prova.
4. Zarabatana (03 guerreiros): De posse da Zarabatana, os guerreiros masculinos tentarão acertar o alvo na distância de 15 metros e as guerreiras femininas tentarão acertar o alvo na distância de 07 metros.
4. Zarabatana (03 guerreiros): De posse da Zarabatana, os guerreiros masculinos tentarão acertar o alvo na distância de 15 metros e as guerreiras femininas tentarão acertar o alvo na distância de 07 metros.
5. Corrida do Maracá (equipes com no mínimo 10 guerreiros): A corrida com maracá é composta por no mínimo 10 atletas onde cada um percorre uma distância de 100 metros, sendo 50 metros de volta, ao retornar o guerreiro irá passar o maracá para seu companheiro de equipe que fará o mesmo percurso. Ganha a equipe que completar em menos tempo. Para as mulheres a corrida será de 50 metros, sendo 25 metros de ida e 25 metros de volta. Lembrando que não é permitido que o Maracá caia.
6. Bodok (03 guerreiros): Os guerreiros terão que acertar o alvo numa distância de 15 metros. São três chances de acerto. Aquele que acertar será o campeão, caso haja vários acertos os mesmos continuarão a jogar até que um apenas acerte o alvo.
7. Arremesso de Lança (03 guerreiros): Aquele que arremessar a lança em maior distância será o vencedor da prova.
8. Futebol: As regras do futebol serão as mesmas aplicadas no futebol convencional.
Programação dos IV Jogos dos Povos Indígenas de Minas Gerais
30/06- Início das atividades
Chegada das etnias à aldeia
12:00 as 13:00 - Almoço
13:00 as 20:30 -Acomodação dos indígenas
20:30 as 21:30 - Jantar
01/07- Jogos Indígenas
07:00 as 08:00 - Café da manhã
08:00 a 12:00 – Solenidade de abertura e danças culturais das etnias participantes
12:00 as 13:00 - Almoço
13:00 as 17:00 - Execução das modalidades esportivas
20:30 as 21:30 - Jantar
07:00 as 08:00 - Café da manhã
08:00 a 12:00 – Solenidade de abertura e danças culturais das etnias participantes
12:00 as 13:00 - Almoço
13:00 as 17:00 - Execução das modalidades esportivas
20:30 as 21:30 - Jantar
02/07- Jogos Indígenas
07:00 as 08:00 - Café da manhã
08:00 a 12:00 - Execução das modalidades esportivas
12:00 as 13:00 - Almoço
13:00 as 17:00 - Execução das modalidades esportivas
20:30 as 21:30 - Jantar
07:00 as 08:00 - Café da manhã
08:00 a 12:00 - Execução das modalidades esportivas
12:00 as 13:00 - Almoço
13:00 as 17:00 - Execução das modalidades esportivas
20:30 as 21:30 - Jantar
03/07- Finalização das atividades
07:00 as 08:00 - Café da manhã
08:00 as 12:00 - Premiação e encerramento.
12:00 as 13:00 - Almoço
Saída das etnias da aldeia.
07:00 as 08:00 - Café da manhã
08:00 as 12:00 - Premiação e encerramento.
12:00 as 13:00 - Almoço
Saída das etnias da aldeia.
Clique aqui e tenha acesso ao folder do evento.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Criança indígena de oito anos é queimada viva por madeireiros
Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidar e agredir os índios
Enquanto a criança – da etnia awa-guajá – agonizava, os carrascos se divertiam com a cena.
O caso não vai ganhar capa da Veja ou da Folha de São Paulo. Não vai aparecer no Jornal Nacional e não vai merecer um “isso é uma vergonha” do Boris Casoy.
Também não vai virar TT no Twitter ou viral no Facebook.
Não vai ser um tema de rodas de boteco, como o cãozinho que foi morto por uma enfermeira.
E, obviamente, não vai gerar qualquer passeata da turma do Cansei ou do Cansei 2 (a turma criada no suco de caranguejo que diz combater a corrupção usando máscara do Guy Fawkes e fazendo carinha de indignada na Avenida Paulista ou na Esplanada dos Ministérios).
Entretanto, se amanhã ou depois um índio der um tapa na cara de um fazendeiro ou madeireiro, em Arame ou em qualquer lugar do Brasil, não faltarão editoriais – em jornais, revistas, rádios, TVs e portais – para falar da “selvageria” e das tribos “não civilizadas” e da ameaça que elas representam para as pessoas de bem e para a democracia.
Mas isso não vai ocorrer.
E as “pessoas de bem” e bem informadas vão continuar achando que existe “muita terra para pouco índio” e, principalmente, que o progresso no campo é o agronegócio. Que modernos são a CNA e a Kátia Abreu.
A área dos awa-guajá em Arame já está demarcada, mas os latifundiários da região não se importam com a lei. A lei, aliás, são eles que fazem. E ai de quem achar ruim.
Os ruralistas brasileiros – aqueles que dizem que o atual Código Florestal representa uma ameaça à “classe produtora” brasileira – matam dois (sem terra ou quilombola ou sindicalista ou indígena ou pequeno pescador) por semana. E o MST (ou os índios ou os quilombolas) é violento. Ou os sindicatos são radicais.
Os madeireiros que cobiçam o território dos awa-guajá em Arame não cessam um dia de ameaçar, intimidade e agredir os índios.
E a situação é a mesma em todos os rincões do Brasil onde há um povo indígena lutando pela demarcação da sua área. Ou onde existe uma comunidade quilombola reivindicando a posse do seu território ou mesmo resistindo ao assédio de latifundiários que não aceitam as decisões do poder público. E o cenário se repete em acampamentos e assentamentos de trabalhadores rurais.
Até quando?
Atualização
CIMI CONFIRMA ASSASSINATO DE CRIANÇA INDÍGENA
O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) confirmou a informação que uma criança da etnia Awá-Gwajá, de aproximadamente 8 anos, foi assassinada e queimada por madeireiros na terra indígena Araribóia, no município de Arame, distante 476 km de São Luis. A denúncia feita pelo Vias de Fato, foi postada logo após receber um telefonema de um índio Guajajara denunciando o caso.
De acordo com Gilderlan Rodrigues da Silva, um dos representantes do CIMI no Maranhão, um índio Guajajara filmou o corpo da criança carbonizado. ”Os Awá-Gwajás são muito isolados, e madeireiros invasores montaram acampamento na Aldeia Tatizal, onde estavam instalados os Awá. Estamos atrás desse vídeo, ainda não fizemos a denúncia porque precisamos das provas em mãos” disse Gilderlan.
Indígena de 81 anos aprende a usar computador e cria dicionário para salvar seu idioma da extinção
12 de novembro de 2015
Conheça Marie Wilcox, uma bisavó de 81 anos e a última
pessoa no mundo fluente no idioma Wukchumi. O povo Wukchumi costumava ter uma
população de 50.000 pessoas antes de terem contato com os colonizadores, mas
agora são somente 200 pessoas vivendo no Vale de São Joaquim, na Califórnia.
Sua linguagem foi morrendo aos poucos a cada nova geração, mas Marie se
comprometeu com a tarefa de revivê-la, aprendendo a usar um computador para que
conseguisse começar a escrever o primeiro dicionário Wukchumni. O processo
levou sete anos, e agora que terminou ela não pretende parar seu trabalho de
imortalizar sua língua nativa.
O documentário “Marie’s Dictionary”, disponível no Youtube,
nos mostra a motivação de Marie e seu trabalho árduo para trazer de volta e registrar
um idioma que foi quase totalmente apagado pela colonização, racismo
institucionalizado e opressão.
No vídeo, Marie admite ter dúvidas sobre a gigantesca tarefa
que ela se comprometeu: “Eu tenho dúvidas sobre minha língua, e sobre quem quer
mantê-la viva. Ninguém parece querer aprender. É estranho que eu seja a última…
Tudo vai estar perdido algum dia desses, não sei”.
Mas com sorte, esse dia ainda vai demorar. Marie e sua filha
Jennifer agora dão aulas para membros da tribo, e trabalham num dicionário em
áudio para acompanhar o dicionário escrito que ela já criou.
Assinar:
Comentários (Atom)
Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas participa de encontro com Fausto Franco em Santa Cruz Cabrália
No dia 22 de abril de 21, participamos de uma reunião com o Secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, que veio a convite do Prefei...
-
A Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas e o Conselho de Caciques e Lideranças Pataxó de Santa Cruz Cabrália, se reuniram em assembl...
-
Nos dias 25, 26 e 27 de julho do ano 2018, aconteceu no Colégio Estadual Indígena Tupinambá Serra do Padeiro a formação do primeiro modu...
-
Hoje, 16 de agosto de 2018 iniciou o II módulo da formação de professores Indígenas do Programa Saberes Indígenas na Escola do Territó...
