quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Programa Formação Saberes Indígenas na Escola Módulo II: Avaliação e Planejamento nas Escolas Indígenas
Hoje, 16 de agosto de 2018 iniciou
o II módulo da formação de professores Indígenas do Programa Saberes Indígenas na
Escola do Território Yby Yara. A programação segue até dia 18 de agosto.
As atividades tiveram início
com o cântico Pataxó, Tupinambá e Pataxó Hã-hã-hãe, após esse momento o Coordenador
Adjunto do Programa, Edson Kayapó, deu as boas vindas a todos parentes e passou
todos informes de importância do programa. Em seguida os orientadores relataram
as atividades desenvolvidas nas escolas, o trabalho desenvolvido para a valorização
das pinturas corporais e também aconteceram apresentações de alguns trabalhos
de TCC, que foram pesquisas realizadas por professores indígenas nas
comunidades.
Nos momentos seguintes os
formadores irão trabalhar as temáticas avaliação e planejamento nas escolas
indígenas, com o objetivo de propiciar reflexões, análises, produções sobre as
práticas dos referidos temas. Salientado, que os Saberes Indígenas têm como objetivo,
integrar a escola e a comunidade no seus saberes tradicionais, valorizando a
oralidade e suas ancestralidades, entre outros.
Os Saberes Indígenas na
Escola - Yby Yara - é um Programa do Ministério da Educação, criado pela
portaria do MEC nº 1.061. Em seis de dezembro de 2013. A portaria nº 98 da Secretaria
de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidades e Inclusão (SECAD)
regulamentou o Programa, que é viabilizado em parceria com o Instituto Federal da
Bahia, campus Porto Seguro ( IFBA) e com o apoio das Coordenações Indígenas da
Secretaria do Estado da Bahia, da Coordenação de Educação Escolar Indígena do
município de Santa Cruz Cabrália, da Diretoria da Educação de Escolar Indígena
do município de Porto Seguro e ainda, com o apoio dos municípios de Pau Brasil,
Ilhéus, Camamu, Prado e FUNAI.
O Fórum de Educação do Estado
da Bahia - FORUMEIBA, que reúne todos os povos da Bahia, é também um grande
apoiador das formações nas articulações, promovendo a garantia nos comprimentos
dos direitos educacionais no estado da Bahia.
Texto-Juari Pataxó
terça-feira, 22 de maio de 2018
I Seminário de Universitários Indígenas da Bahia - MUKÁ MUKAÚ-BA.
Nome do
Projeto: I Seminário de
Universitários Indígenas da Bahia – Muká Mukaú
Data de
Realização: 01 a 03 de Junho de 2018
Local: Território Barra Velha, Aldeia Barra Velha
Os Povos Indígenas do Brasil têm, com muitas lutas, conquistado espaço na
sociedade não-indígena. Através da articulação do Movimento Indígena
conquistou-se espaços políticos, de gestão pública e a garantia de Direitos
básicos, como a Educação Escolar Indígena diferenciada, a Licenciatura
Intercultural em Educação Escolar Indígena e o ingresso cada vez maior de
indígenas nas Universidades Públicas da Bahia, conquistas que promovem o
respeito, a unificação e o fortalecimento dos povos.
O ingresso de estudantes indígenas nas Universidades brasileiras, de um
modo geral, tem se mostrado como um grande desafio para esses sujeitos que
precisam transitar entre suas aldeias e o espaço urbano, bem como necessita no
espaço acadêmico conciliar a teoria e prática dos conhecimentos científicos e
tradicionais.
Esta conquista se deu com a participação e luta dos povos Indígenas do
Brasil por meio de suas articulações internas e do próprio movimento indígena,
e quando as universidades públicas adotaram o sistema de cotas o número de
indígenas que ingressaram nessas universidades aumentou consideravelmente, a
partir daí o ingresso desses indígenas já não era mais um entrave, mas sim a
permanência que mostra-se um desafio até os tempos atuais.
Vivemos tempos em que a luta tem uma nova roupagem, garantir políticas
estudantis de permanência, moradia, alimentação, acompanhamento
psicopedagógico, enfim fazer com que o espaço acadêmico acolha mais o estudante
indígena dentro de suas especificidades. A falta de diálogo da universidade
ocidental com a universidade tradicional causa o distanciamento e o apagamento
dos Povos Indígenas, é preciso firmar essa ponte, pois o saber das nossas
comunidades deve chegar até as universidades e o saber ocidental pode ajudar a
transformar positivamente a realidade das nossas comunidades.
O I Seminário de Universitários Indígenas da Bahia tem como objetivo
principal, colocar em prática o conhecimento adquirido através do Ensino
Superior de forma a contribuir para o desenvolvimento social do seu povo, seja
da luta interna ou externa de suas comunidades.
O I Seminário, o MUKA MUKAÚ de
Universitários será realizado no Território Pataxó na Aldeia Barra Velha, uma
vez que a iniciativa se deu por parte dos estudantes indígenas dessa região e
que propõem para o I seminário o MUKÁ MUKAÚ (reunir e unir). É interesse desse
Seminário promover a formação de lideranças jovens para dar continuidade a
longa jornada de lutas dos nossos anciões indígenas que à muitos anos buscaram
trabalhar a organização comunitária, no intuito de fortalecer a politica
interna e externa dos Povos Indígenas da Bahia.
O Seminário terá
característica voltada aos povos indígenas entendendo que muitos compartilham
da mesma trajetória de luta, portanto a realização desse evento, ainda que em
território Pataxó está aberto a contemplar a diversidade cultural dos
estudantes indígenas pertencente aos diferentes povos que existem na Bahia.
Objetivo Geral:
A realização deste seminário contará com a participação direta de 300
Estudantes Indígenas. Com intuito de Unir e Reunir (MUKA MUKAÚ), todos os
estudantes indígenas que ingressaram das instituições de ensino superior da
Bahia, entre os dias 01 a 03 de Junho de 2018na Aldeia Barra Velha, município
de Porto Seguro Bahia. Entendendo a dimensão Geográfica do Estado da Bahia
quando se trata dos Povos Indígenas, o Seminário terá 300 vagas que serão
distribuídas para as regiões da Bahia: Oeste, Norte, Sul e Extremo Sul.
Contaremos com a participação de todas as instituições de ensino
superior do estado da Bahia e de outras
regiões que executam políticas voltadas a estudantes indígenas, bem como demais
instituições parceiras. Temos como meta encaminhar propostas que como também
fortalecer as aldeias Indígenas, propondo diálogo de forma unificada para os
territórios Indígenas, realizando discussões objetivas no que se diz respeito a
todas as demandas Indígenas, Educação, saúde, território, segurança, economia,
esporte, lazer, políticas publicas e partidárias. Partindo disso um produto de
fortalecimento comunitário. O Seminário tem característica de inicio a este primeiro, e consequentimente que possa acontecer as demais realização a cada 02 anos, propondo que cada uma destas
seja organizadas por Indígenas, lideranças e universitários da região que se
responsabilizará para a realização, assim decidida na ocasião da atual execução do seminário.
·
Enfatizar a importância dos Universitários Indígenas nas
TIs através do processo histórico de luta de seu povo;
·
Consciêntizá-los da importância de seu papel na
comunidade Indígena para a construção organizacional comunitária política nas
Tis;
·
Empoderamento dos Universitários sobre o Território
Indígena através de trabalhos produzidos pelos mesmos nas universidades, tais
como: Monografias, artigos, projetos de extensão e intervenção;
·
Discutir estratégias, construir uma organização
empoderada para atuar no processo de luta junto ao Movimento Indígena.
·
Incentivar os estudantes indígenas a promoverem Encontros
e Seminários com temas voltados para as questões do interesse das comunidades
indígenas.
·
Fortalecer e acompanhar as lutas das lideranças indígenas
da Bahia.
O Seminário é uma iniciativa dos estudantes indígenas da Bahia, no qual
conta com o apoio do Movimento Indígena das TIs Barra Velha e Comexatibá,
FINPAT, FORUMEIBA a fim de contribuir com o fortalecimento da organização
Indígena. Em parceria com o Estado da Bahia através das esferas de governo que
empodera Promoção social, igualdade, direitos humanos e Educacionais, contando
com o apoio da Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB, Universidade do
Estado da Bahia – UNEB, Universidade Federal da Bahia-UFBA, Universidade
Federal do Reconcovo da Bahia- UFRB, Universidade Estadual de Feira de
Santana-UEFS, Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG e Instituto Federal da
Bahia-IFBA.
Com isto, trazemos a importância de fortalecimento das Políticas
estudantis, agregando o conhecimento adquirido nas Universidades de forma que
contribua tanto para a atuação Comunitária como Politica na sociedade, além
contribuir na efetivação de Politicas Publicas de promoção ao acesso social
Comunitário.
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
Aldeia Pataxó Pé do Monte, Porto Seguro-BA ( Pataxí Ãpaká txó Egnetopni )
A aldeia Pé do Monte, foi fundada dia 19 de agosto de 1999, com a retomada do parque Nacional Histórico do Monte Pascoal. Com o crescimento das famílias indígenas o território demarcado é muito insuficiente e insuficiente para atender ao povo pataxó da região, sendo que boa parte do território e improdutiva por mangues, musurunga, brejos e matas que lutamos pela sua preservação. A comunidade a vários anos vem lutando pela ampliação do território e se adequando com a nova realidade, na busca de autonomia e sustentabilidade para garantir as famílias que vivem tradicionalmente. A comunidade está localizada nas margens da BR 498, no Marco Histórico do Brasil Parque Nacional Histórico do Monte Pascoal, há 14 Km da BR 101, dentro do Território Indígena Barra Velha no município de Porto seguro, BA. Com uma área de 26 hectares, tendo 36 famílias, somando 184 pessoas, vivendo de pequenas plantações de mandioca, milho, feijão, banana, cacau, abacaxi, pimenta do reino, hortaliças, artesanatos. Algumas famílias vivem de pequenas criações de animais com; galinhas, patos, porcos e bovinos comunitários. Através da Associação Pataxó da Aldeia Pé do Monte, estamos buscando desenvolver pequenos projetos sustentáveis, ambientais e culturais que geram benefícios para a própria aldeia. O etnoturismo está nos possibilitando uma nova alternativa de sobrevivência, através da visitação turística, ele poderá vivenciar nosso dia-dia através da historia, cultura, culinária, canto e danças, pintura, espiritualidade e subir no Monte Pascoal, na qual Pedro Alves Cabral avistou em 1500. Além das belíssimas paisagens o visitante poderá conhecer o símbolo da resistência dos povos indígenas brasileiros, que foi construído no ano de 2000, nos comemorações dos 500 anos de Brasil, pelos próprios indígenas. Ao conhecer a comunidade o visitante poderá sentir a cura espiritual de um povo simples e que vivem em uma paz interior.
ESTILISTA INDÍGENA DA RESERVA PATAXÓ DA JAQUEIRA
A
minha historia de vida e muita simples, sempre fui incentivada pelos meus pais,
que são pessoas importantíssimas na minha vida é são grandes exemplos na
trajetória do fortalecimento da cultura pataxó, e são minhas inspiração. Nasci
na Aldeia Coroa Vermelha-BA, atualmente trabalho com meus parentes na Aldeia
Reserva Pataxó de Jaqueira, onde desde criança vivenciei meus costumes tradicionais.
Desde nova desenhava roupas que deixava os adultos impressionados com minha
habilidade, e ficava sonhando e ser uma grande estilista. Minha vida mudou
quando participei do meu primeiro curso de corte e costura, onde aprimorei meus
conhecimentos, despertou o meu desejo é coloquei meu projeto em pratica, minha
primeira coleção foi inspirada nos grafismos pataxó, que já tinha uma grande
habilidade em pintar. No ano de 2013, fui convidada para apresentar minha
coleção nos Jogos Indígenas Pataxó de Porto Seguro, realmente foi um verdadeiro
sucesso, e vários fotógrafos prestigiaram e conheceram meu trabalho. Em 2015,
em Palmas - TO, a convite da organização do I Jogos Mundiais apresentei minha coleção para mais de 40 etnias de varias
países, destaque na imprensa
nacional e internacional . Em Palmas conheci
a atriz Úrsula Corona, que se apaixonou pelo meu trabalho, fizemos um ensaio
fotográficos que resultou foi destaque em vários site, e matéria da revistas CARAS, onde recebi varias proposta de
trabalhos. Em abril de 2017, a convite da coordenação apresentei minha nova coleção, convidando
vários modelos fazendo uma misturas de raças e cores em um momento de muita
emoção na arena dos Jogos Pataxó.
“Meu
sonho e realizar o primeiro desfile Miss
Indígena da Bahia, fazer faculdade em
designer e se torna a primeira índia
pataxó estilista valorizando a minha cultura.”
Ludmilla Alves Pataxó.
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