quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas participa de encontro com Fausto Franco em Santa Cruz Cabrália

 

No dia 22 de abril de 21, participamos de uma reunião com o Secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, que veio a convite do Prefeito Agnelo Santos. A reunião contou com a participação de diversos seguimentos de representações turístico da nossa cidade e região. e representatividades indígenas registraram suas visões sobre o destino e os projetos que vislumbram. Foram varias pautas importantíssimo principalmente o ordenamento do desenvolvimento urbanístico de Coroa Vermelha.
Ressaltamos a importância das comunidades indígenas para o fortalecimento do turismo em nosso município, temos uma pluralidade étnica cultural muito marcante. Salientamos da importância do investimento e da parceria de todos seguimentos para fazer do nosso destino um lugar sustentável e preservado.
Gostaria de Agradecer ao Prefeito Agnelo Santos, de sempre estar buscando o melhor para nossa belíssima cidade, que já esta sendo um dos pontos turísticos mais procurados.
Como tema de trabalho e pauta de grande relevância a Câmara de Turismo da Costa do Descobrimento, através do registro de Patrícia Martins, pontuou que em pouco tempo se inicia o processo de atualização do Mapa de Turismo do Brasil, que diferente de ser uma peça impressa com dados geográficos, é um grande inventário nacional dos destinos turísticos, suas políticas publicas, práticas na gestão dessa atividade econômica por todos os setores contemplados, e seus equipamentos turísticos.
"Agora estamos participando de um momento único onde podemos debater, conversar e buscar soluções para a atividade turística de Cabrália, mas precisamos sair daqui e dar continuidade com ações práticas como o registro ou a atualização no Cadastur, atividade preponderante para manter os municípios da Costa do Descobrimento bem classificados no mapa." falou Patrícia Martins. A mesma esclareceu que o Mapa do Turismo Nacional classifica os destinos turísticos conceitualmente para, por exemplo, ao serem apresentadas as demandas, poderem avaliar qual política destinar para cada região ou para cada município.
O Prefeito Agnelo, ao encerrar a reunião, ratificou sua total dedicação e compromisso para viabilizar muitas conquistas para o Turismo de Cabrália, reforçando a atuação do Conselho Municipal de Turismo e dos inúmeros cidadãos que atuam e defendem a atividade, convocando a todos para um trabalho, através de união de forças, em prol dessa atividade tão importante que é o turismo para Santa Cruz Cabrália!

Reunião para tratar dos benefícios previdenciários do INSS, com a FUNAI e as lideranças pataxó.

 

                                                                                         

No dia 11 de fevereiro de 2022, aconteceu na Secretaria Municipal de Assuntos de Santa Cruz Cabrália, uma reunião com os servidores técnicos da FUNAI-CTL de Porto Seguro, onde foi pautado as mudanças dos atendimentos dos benefícios sociais do INSS. A reunião foi com os caciques e lideranças pataxó do município de Santa Cruz Cabrália e do território de Ponta Grande, onde foram   informados da mudança importantes dos atendimentos e na garantia dos atendimentos as comunidades. Na reunião foram feitas várias observações de como será estes atendimentos e das dificuldades e realidades de cada aldeia. Na reunião foi solicitada uma capacitação para as instituições indígenas que preparem para esses atendimentos, ajudar essas informações e atendimentos para nossas comunidades.  

Os indígenas são cidadãos brasileiros e, como qualquer outro trabalhador, tem direito aos benefícios previdenciários do INSS, inclusive aposentadoria.

Algo latente em nossa sociedade é o desaparecimento dos povos indígenas. Conforme dados do IBGE, a atual população indígena brasileira é de 817.963 indígenas, dos quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras.

O censo realizado revelou que há populações indigências em todos os Estados da Federação. Destas populações, há 305 diferentes etnias e 274 línguas indígenas registradas.

Sem dúvidas, os povos indígenas compõem a origem do nosso país, sendo ricos em manter as tradições e culturas locais.

Todavia, o que muitos não sabem é que as atividades realizadas por eles podem dar ensejo à proteção previdenciária. 

Qual a forma de enquadramento na Previdência?

Os povos indígenas, perante a legislação previdenciária, são considerados segurados especiais.

Conforme conceitua a Lei 8.213/91, segurado especial é:

 

         I.            à pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros”, na condição de produtor agropecuário, seringueiro ou extrativista vegetal, pescador artesanal, cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 (dezesseis) anos de idade ou a este equiparado.

Enquadra-se como segurado especial o indígena artesão que utilize matéria-prima proveniente do extrativismo vegetal, independentemente do local onde reside ou exerça suas atividades (art. 39, § 4º da IN 77/2015).

Em algumas regiões, é muito comum a fabricação de cestos e balaios, a partir de matéria-prima vegetal, com a posterior comercialização em grandes centros urbanos. Esta situação está abrangida na lei e confere proteção previdenciária os indígenas.

Além disso, definições próprias da FUNAI como indígena aldeado, não-aldeado, em vias de integração, isolado ou integrado são irrelevantes para a caracterização como segurado especial.

Por outro lado, não é segurado especial o indígena que desempenhe outra atividade remunerada, como, por exemplo, empregado urbano, autônomo, empregada doméstica, servidor público, etc.

Quais os benefícios os indígenas têm direito?

Os indígenas que se enquadrem no conceito de segurado especial têm direito à aposentadoria por idade do trabalhador rural.

Os requisitos para essa aposentadoria são 60 anos de idade para o homem e 55 anos para a mulher, além da comprovação de 15 anos de trabalho (correspondentes a 180 meses de carência)

Além da aposentadoria que possuem direito, os indígenas também têm direito aos benefícios abaixo elencados:

·         aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente);

·         acréscimo de 25% na aposentadoria por invalidez (em caso de necessidade de auxílio de terceiros);

·         auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária);

·         auxílio-acidente;

·         salário-maternidade;

·         pensão por morte;

·         auxílio-reclusão.

O valor dos benefícios, com exceção do auxílio-acidente, será de um salário mínimo.

Embora a legislação equipare como segurado especial somente o filho maior de 16 anos, o STJ entende que é devido salário-maternidade à mulher indígena, mesmo que no momento do parto tenha menos de 16 anos.

Trata-se de entendimento adotado voltado à proteção do menor e não em seu prejuízo, aplicando-se o princípio da universalidade da cobertura da Seguridade Social.

No caso de desempenho posterior de atividade remunerada, que descaracteriza a qualidade de segurado especial, o indígena pode fazer jus à aposentadoria por idade híbrida (cômputo do período rural e urbano).

 Como provar?

A condição de segurado especial dos índios será comprovada por meio da certidão fornecida pela FUNAI, a qual deve conter (art. 19-D, § 13 do Decreto 3.048/99):

·         Identificação da entidade e de seu emitente;

·         Identificação, a qualificação pessoal do beneficiário e a categoria de produtor a que pertença;

·         Documentos e as informações que tenham servido de base para a sua emissão;

·         Dados relativos ao período e à forma de exercício da atividade rural nos termos estabelecidos pelo INSS.

Além da declaração fornecida pela FUNAI, deverão ser apresentados carteira de identidade, CPF, registro administrativo de indígena, certidão de casamento, certidão de nascimento dos filhos.

Destaque-se que não é necessário apresentar documento da terra, ao contrário do demais trabalhadores na agricultura. Isso se deve ao fato da terra ser propriedade da União para usufruto dos povos indígenas.

Por outro lado, não é razoável exigir a apresentação de prova ano a ano, isso porque os indígenas não possuem bloco de produtor rural.

Para fins previdenciários, a necessidade de comprovação documental de suas atividades deve ser minimizada diante da dificuldade para obtenção de provas materiais. Trata-se de interpretação teleológica, efetivando à proteção social e à autodeterminação dos povos indígenas.

 

Att. Juari Pataxó

 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

CONSELHO DE CACIQUES PATAXÓ SE REUNIRAM EM GRANDE ASSEMBLEIA.


 A Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas e o Conselho de Caciques e Lideranças Pataxó de Santa Cruz Cabrália, se reuniram em assembleia para tratar de diversos assuntos de grande importância para as comunidades, principalmente as demanda do Território e uma avaliação dos trabalhos do ano de 2020. Também estava presente o coordenador da FUNAI, onde foi apresentando o chefe de NUCLEO DE APOIO TECNICO de Santa Cruz Cabrália – NAT-SCC/FUNAI, que estará atendendo no prédio da Secretaria. Esta conquista e um avanço do movimento indígena, que será de grande importância param a comunidade pataxó do nosso município. Na reunião também estava presente os representantes da

Brigada Pataxó De Coroa Vermelha, 
o Superintendente municipal de Coroa Vermelha, assim como os representantes da educação e saúde Indígena.
Gostaríamos a cada cacique e lideranças presente, que pautaram sua demandas e suas opiniões para planejar nossas ações futuras.
Em breve iremos organizar nossa grande assembleia regional de Caciques e Lideranças Pataxó.
Santa Cruz Cabrália, 26 de novembro de 2020.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

REUNIÃO COM A PROCURADORIA DA FUNAI EM BUSCA DE MELHORIAS PARA OS PESCADORES ÍNDIGENAS

 

Hoje me reunir (12/10/20), com a procuradoria da FUNAI- polo de Porto Seguro e o Secretário de meio ambiente de Porto Seguro, onde fui tratar do encaminhamento da Associação de Pescadores Indígenas de de Coroa Vermelha, onde tratamos da participação do Plano de Manejo do Recife de fora do  município, a organizar das carteirinha de pescadores, criação do grupo de avaliação do plano. Salientamos que os pescadores e marisqueira indígenas  são pessoas tem essa prática de sustentabilidade de forma artesanal. 

Obrigado FUNAI, CIPPA e secretárias  envolvidas neste processo!

Vamos discutir políticas públicas para todos ! 

sábado, 25 de julho de 2020

FOTOS DO MÊS DE JULHO DA SECRETARIA DE ASSUNTOS INDÍGENAS 2020

















Secretaria Municipal Assuntos Indígenas de Santa Cruz Cabrália - SEMAI


Apresentação








Os pataxó pertencem a família linguísticas macro-jê, mesma família do povo Maxacali que hoje vive no estado de Minas Gerais.  Povo que vivia em um amplo território, mudando sempre a sua morada, possuía  grande habilidade para caçar e isso garantiu a sua sobrevivência e permitiu que vivessem sem contatos com os europeus durante muitos anos.
Por serem índios com grandes habilidades em se defender dos ataques dos portugueses e por ser grandes arqueiros eram temidos pelos "brancos" até por outros povos indígenas. Foram considerados pelos colonizadores de “índios Bárbaros”, os índios mais temidos da região. Como não viviam em aldeamentos, faziam suas “choças” espécie de casa de folhas de palmeiras que constantemente  mudavam de locais seguindo as estações climáticas fugindo do frio e procurando as épocas de farturas dos alimentos. ( MAXIMILIANO  1820 ).
A Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas de Santa Cruz Cabrália, criada no ano de 2005, uma demanda dos caciques e lideranças pataxó que reivindicaram é apresentaram a proposta ao legislativo e o executivo,  no intuito de garantir as politicas públicas  para   as comunidades pataxó. Hoje o município conta oito aldeias indígenas, que vivem basicamente da agricultura, pesca tradicional, artesanato é 65% das famílias vivem diretamente do turismo sustentável. Muitas dessas famílias vivem em vulnerabilidade social, sobrevivendo de bolsa família, ou da venda do artesanato. 
A posse do novo secretário foi no dia 29 de agosto de 2019, contando com diversas lideranças e caciques, onde estava presente a comunidade e o Prefeito Agnelo Santos e seus secretários. As atividades iniciaram no dia 01 de setembro de 2019, onde foi composta uma  nova composição da equipe de trabalho. O Prefeito Agnelo atendeu as lideranças democraticamente, respeitando a autonomia e confiança. Entendemos que os desafios serão constantes, principalmente na atual conjuntura do governo federal,  de  forma truculenta vem cortando o orçamento direcionado aos programas sócios e educacionais.   

REFLEXÃO INDÍGENA


Você também pode ver meus videos no YOUTUBE.



https://www.youtube.com/channel/UCLTzDExsjZmlsFjcZbqYh2w

TRAJETÓRIA DE LUTA E VIDA DE ALFREDO BRAZ -LUTA PELA TERRA

INTRODUÇÃO
O meu trabalho de pesquisa trata da memória da história luta e vida do meu avô, Alfredo Braz Salvador, que nasceu no Território Indígena de Barra Velha no Parque Nacional Monte Pascoal no município de Porto Seguro. Meus pais sempre nos ensinou as histórias, músicas e costumes do nosso povo. Nasci no local chamado serra da Gaturama, nos limites do Parque Nacional Monte Pascoal, entre grandes montanhas e muitas matas e rios em abundâncias. Sou o segundo filho, de oitos irmãos que fomos criados de forma bem simples lidando é aprendendo com as dificuldades da roça. Na minha pesquisa descobri muitas coisas boas e muitos dos meus familiares que ainda não conhecia, é aprendizagem que vou levar para o resto da minha vida. Meu pai foi uma das pessoas fundamentais para a minha pesquisa, pois conheceu meu avô antes de se casar com minha mãe que morava na Aldeia Barra Velha. Gostaria muito que meu pai tivesse no dia da minha apresentação, mas Deus o levou no dia 11 de agosto de 2017, momentos de muitas tristezas onde superamos a dores lembrando do grande homem que foi, dos seus ensinamentos  e da sua contribuição com o povo Pataxó.   
Acesse ao link abaixo e terá o trabalho completo.

sábado, 18 de abril de 2020

Precisamos resistir para existir (19 de abril de 2020)


        
Estamos passando um dos momentos mais caóticos da historia da humanidade, precisamos fazer uma reflexão da luta da RESISTÊNCIA DO POVO PATAXÓ, onde os nossos mais velhos tiveram que enfrentar ao longo de suas vidas muitas árduas lutas para manter vivo nossa nossas gerações. Essa PANDEMIA é mais uma passagem do “FOGO DE 51” que precisamos das forças espirituais para venceremos essa batalha. Nosso Povo ficou insolado por muito tempo para não serem mortos pela ganância do homem, então “RESISTIMOS PARA EXISTIMOS,” e vamos continuar vivendo sempre na esperança de um dia melhor. É um novo tempo precisamos unir forças; brancos, índios, amarelos e negros porque somos todos irmãos, é nosso inimigo se chama COVID-19. 


Juari Pataxó 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Formação da Rede Saberes Indígenas Tupinambá Serra do Padeiro.


Nos dias 25, 26 e 27 de julho do ano 2018, aconteceu no Colégio Estadual Indígena Tupinambá Serra do Padeiro a formação do primeiro modulo, programa saberes indígenas 2018. Essa formação foi coordenada pelo professor orientador Airan de Sousa Lima, com a colaboração dos professores Agnaldo, Maria da Conceição e Cássia Barbosa. A professora Cássia Barbosa apresentou seu trabalho de conclusão de curso trazendo como tema: Serra do Padeiro história, identidade e conflitos século XXI, onde sua apresentação ressaltou toda a história da nossa comunidade (Serra do Padeiro), fazendo todos nós voltarmos no tempo e refletir-nos sobre os nossos antepassados e até mesmo de nosso próprio passado, que era muito difícil e acaba sendo esquecidos, trazendo também a nossa identidade e cultura do povo tupinambá serra do padeiro, relatando também todos os conflitos da aldeia, os ataques das polícia federal e exército, onde vários professores voltaram a refletir sobre aqueles momentos que viveram, esse trabalho teve como referência a própria vivência da professora Cássia Barbosa e também com algumas entrevistas com anciões da aldeia.  Seguindo a professora Maria da Conceição que também apresentou seu trabalho de conclusão de curso, que teve como tema: Educação indígena e educação escolar indígena, esse trabalho foi realizado com pesquisas dentro da própria comunidade, com entrevistas aos anciões, e até mesmo seguindo o modelo de algumas pesquisas já realizadas na comunidade, servindo como referência. Contamos também com a apresentação do Professor Agnaldo que apresentou seu trabalho de conclusão de curso, com o tema: entre fontes bibliográficas e memórias orais na prática da educação escolar indígena; onde ressalta a história baseadas em fontes bibliográficas e nas memórias no âmbito da educação indígena e educação escolar indígena, tendo como exemplo a trajetória do povo Kariri - Sapuyá, umas das etnias que compõem o povo pataxó Hã-hã-hãe. Essas apresentações foram ricas em conhecimentos e gerou várias discursões sobre os temas apresentados.
Durante esses três dias os professores participaram ativamente das atividades propostas. Os mesmos realizaram atividades de pinturas corporais, fazendo as experiências dessas pinturas, que foi um momento de aproximação e aprendizagem, pois muitos professores nunca tinham feito essa experiência. Os professores traçaram propostas de atividades, visando fortalecer a nossa escola através dos nossos anciões, que é a fonte de sabedoria de nosso povo, e com isso nossa cultura é fortalecida cada vez mais.
Durante todas essas atividades os professores cursistas e alguns que participaram, fizeram a leitura dos textos: Primeiros Passos Pelos Caminhos da Alfabetização e do Letramento das múltiplas Linguagens na Educação e o texto do professor Domingo Nobre “ Letramento ou Escolarização? Escola e Projeto de Sociedade, que Escola Temos e Que Escola Queremos, fazendo com que os professores refletissem sobre as práticas pedagógicas em nossas escolas, buscando assim mudanças nos métodos de ensino, cada professor produziu textos relatando a real situação das nossas escolas indígenas buscando soluções de melhoras a partir do projeto saberes. Durante esses três dias de formação, todos os objetivos foram alcançados, os professores saíram entusiasmados com os trabalhos realizados, deixando já agendadas algumas visitas aos nossos anciões, para que nossa história seja contada através deles “ história viva”.
Texto: Airan de Sousa Lima

II Módulo de Formação da Rede Saberes Indígenas na Escola Território Yby Yara.


Formação do I Módulo do Saberes Indígenas Pataxó Hã hã hãe.


Formação do I Módulo do Saberes Indígenas Pataxó Hã hã hãe.


Aconteceu nos dias 26, 27 e 28 de julho do corrente ano, a primeira formação 2018 dos saberes indígenas, no Colégio Estadual da Aldeia Indígena Caramuru, no Município de Pau Brasil-Ba. Contando com a participação tanto dos professores cursistas, quanto aos demais professores que deram a sua contribuição nessa formação, todos juntos em busca de uma educação diferenciam, e igualitária. Diante das dificuldades enfrentadas os professores, por ser uma comunidade de acesso ruim, os envolvidos conseguiram garantir um bom número de participantes de professores indígenas, atingindo os objetivos e os anseios da comunidade Indígena Pataxó  Hã hã hãe. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Formação da Rede Saberes Indígenas na Aldeia Coroa Vermelha.

Nos dias 16, 17 e 18 de julho aconteceu na escola indígena de Coroa Vermelha  a formação do primeiro módulo do ano de  2018, do  Programa Saberes Indígenas para que contou com a participação dos professores Pataxó das Aldeias Mata Medonha,  Aldeia Coroa Vermelha, Aldeia da Agricultura, Aldeia da Aroeira,Aldeia  Aratikum , Aldeia Txihí Kamaywrá e Aldeia  Nova Coroa. A formação foi coordenada pelo professores orientadores Jussimar Pataxó e Edenildo Pataxó  com a colaboração da coordenadora de ação Raimunda Pataxó  e da formadora Arissana Pataxó. O formador pesquisador Juari Braz Pataxó também apresentou seu trabalho de conclusão de curso trazendo a trajetória de Alfredo Braz, onde ressaltou a importância dos trabalhos feitos pelos estudantes indígenas a serem trabalhados nas escolas indígenas. O supervisor Ibuí Pataxó e o orientador Ademário Pataxó  também participaram e contribuiram com as atividades.
Durante esses  três dias de formação os professores presentes participaram ativamente das atividades propostas:
Os professores realizaram atividades de pinturas corporais e desenvolveram propostas de atividades que possibilitem a inserção e fortalecimento dos Saberes Pataxó nas escolas através das músicas, ervas medicinais, pinturas  corporais , e vivência dos mais velhos que são verdadeiros livros, que muitas vezes são esquecidos.
Durante as atividades fizeram leituras e discutiram  o texto da professora  Geovanda  "Primeiros Passos pelos Caminhos da Alfabetização e do Letramento das Múltiplas Linguagens na Educação"  e o texto do professor  Domingo Nobre "Letramento ou Escolarização? Escola e Projeto de Sociedade". A partir das reflexões das questões "Que escola temos e que escola queremos"  produziram textos  refletindo e avaliando as "suas" práticas pedagógicas nas escolas indígenas.
Diante de três dias de atividades os objetivos foram alcançado com muito entusiasmo e  muita dedicação dos professores indígenas  , que  também  tiveram a oportunidade de prestigiar as apresentações dos Trabalhos de Conclusão dos universitário  indígenas do Curso da Turma da Licenciatura Intercultural  Indígena da UNEB ( Universidade do Estado da Bahia) que aconteceu na Escola Pataxó de Coroa Vermelha, que contou com a presença da comunidade e de lideranças.
Juari  Pataxó.

Programa Formação Saberes Indígenas na Escola Módulo II: Avaliação e Planejamento nas Escolas Indígenas


Programa Formação Saberes Indígenas na Escola Módulo II: Avaliação e Planejamento nas Escolas Indígenas



Hoje, 16 de agosto de 2018 iniciou o II módulo da formação de professores Indígenas do Programa Saberes Indígenas na Escola do Território Yby Yara. A programação segue até dia 18 de agosto.
As atividades tiveram início com o cântico Pataxó, Tupinambá e Pataxó Hã-hã-hãe, após esse momento o Coordenador Adjunto do Programa, Edson Kayapó, deu as boas vindas a todos parentes e passou todos informes de importância do programa. Em seguida os orientadores relataram as atividades desenvolvidas nas escolas, o trabalho desenvolvido para a valorização das pinturas corporais e também aconteceram apresentações de alguns trabalhos de TCC, que foram pesquisas realizadas por professores indígenas nas comunidades.  
Nos momentos seguintes os formadores irão trabalhar as temáticas avaliação e planejamento nas escolas indígenas, com o objetivo de propiciar reflexões, análises, produções sobre as práticas dos referidos temas. Salientado, que os Saberes Indígenas têm como objetivo, integrar a escola e a comunidade no seus saberes tradicionais, valorizando a oralidade e suas ancestralidades, entre outros.
Os Saberes Indígenas na Escola - Yby Yara - é um Programa do Ministério da Educação, criado pela portaria do MEC nº 1.061. Em seis de dezembro de 2013. A portaria nº 98 da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidades e Inclusão (SECAD) regulamentou o Programa, que é viabilizado em parceria com o Instituto Federal da Bahia, campus Porto Seguro ( IFBA) e com o apoio das Coordenações Indígenas da Secretaria do Estado da Bahia, da Coordenação de Educação Escolar Indígena do município de Santa Cruz Cabrália, da Diretoria da Educação de Escolar Indígena do município de Porto Seguro e ainda, com o apoio dos municípios de Pau Brasil, Ilhéus, Camamu, Prado e FUNAI.
O Fórum de Educação do Estado da Bahia - FORUMEIBA, que reúne todos os povos da Bahia, é também um grande apoiador das formações nas articulações, promovendo a garantia nos comprimentos dos direitos educacionais no estado da Bahia.
Texto-Juari Pataxó  

Primeiro Módulo de Formação da Rede Saberes Indígena do Sul e Extremo Sul da Bahia


terça-feira, 22 de maio de 2018

I Seminário de Universitários Indígenas da Bahia - MUKÁ MUKAÚ-BA.




Nome do Projeto: I Seminário de Universitários Indígenas da Bahia – Muká Mukaú

Data de Realização: 01 a 03 de Junho de 2018

Local: Território Barra Velha, Aldeia Barra Velha



Os Povos Indígenas do Brasil têm, com muitas lutas, conquistado espaço na sociedade não-indígena. Através da articulação do Movimento Indígena conquistou-se espaços políticos, de gestão pública e a garantia de Direitos básicos, como a Educação Escolar Indígena diferenciada, a Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena e o ingresso cada vez maior de indígenas nas Universidades Públicas da Bahia, conquistas que promovem o respeito, a unificação e o fortalecimento dos povos.
O ingresso de estudantes indígenas nas Universidades brasileiras, de um modo geral, tem se mostrado como um grande desafio para esses sujeitos que precisam transitar entre suas aldeias e o espaço urbano, bem como necessita no espaço acadêmico conciliar a teoria e prática dos conhecimentos científicos e tradicionais.
Esta conquista se deu com a participação e luta dos povos Indígenas do Brasil por meio de suas articulações internas e do próprio movimento indígena, e quando as universidades públicas adotaram o sistema de cotas o número de indígenas que ingressaram nessas universidades aumentou consideravelmente, a partir daí o ingresso desses indígenas já não era mais um entrave, mas sim a permanência que mostra-se um desafio até os tempos atuais. 
Vivemos tempos em que a luta tem uma nova roupagem, garantir políticas estudantis de permanência, moradia, alimentação, acompanhamento psicopedagógico, enfim fazer com que o espaço acadêmico acolha mais o estudante indígena dentro de suas especificidades. A falta de diálogo da universidade ocidental com a universidade tradicional causa o distanciamento e o apagamento dos Povos Indígenas, é preciso firmar essa ponte, pois o saber das nossas comunidades deve chegar até as universidades e o saber ocidental pode ajudar a transformar positivamente a realidade das nossas comunidades. 
O I Seminário de Universitários Indígenas da Bahia tem como objetivo principal, colocar em prática o conhecimento adquirido através do Ensino Superior de forma a contribuir para o desenvolvimento social do seu povo, seja da luta interna ou externa de suas comunidades.
 O I Seminário, o MUKA MUKAÚ de Universitários será realizado no Território Pataxó na Aldeia Barra Velha, uma vez que a iniciativa se deu por parte dos estudantes indígenas dessa região e que propõem para o I seminário o MUKÁ MUKAÚ (reunir e unir). É interesse desse Seminário promover a formação de lideranças jovens para dar continuidade a longa jornada de lutas dos nossos anciões indígenas que à muitos anos buscaram trabalhar a organização comunitária, no intuito de fortalecer a politica interna e externa dos Povos Indígenas da Bahia.
O Seminário terá característica voltada aos povos indígenas entendendo que muitos compartilham da mesma trajetória de luta, portanto a realização desse evento, ainda que em território Pataxó está aberto a contemplar a diversidade cultural dos estudantes indígenas pertencente aos diferentes povos que existem na Bahia.
Objetivo Geral:
A realização deste seminário contará com a participação direta de 300 Estudantes Indígenas. Com intuito de Unir e Reunir (MUKA MUKAÚ), todos os estudantes indígenas que ingressaram das instituições de ensino superior da Bahia, entre os dias 01 a 03 de Junho de 2018na Aldeia Barra Velha, município de Porto Seguro Bahia. Entendendo a dimensão Geográfica do Estado da Bahia quando se trata dos Povos Indígenas, o Seminário terá 300 vagas que serão distribuídas para as regiões da Bahia: Oeste, Norte, Sul e Extremo Sul.
Contaremos com a participação de todas as instituições de ensino superior  do estado da Bahia e de outras regiões que executam políticas voltadas a estudantes indígenas, bem como demais instituições parceiras. Temos como meta encaminhar propostas que como também fortalecer as aldeias Indígenas, propondo diálogo de forma unificada para os territórios Indígenas, realizando discussões objetivas no que se diz respeito a todas as demandas Indígenas, Educação, saúde, território, segurança, economia, esporte, lazer, políticas publicas e partidárias. Partindo disso um produto de fortalecimento comunitário. O Seminário tem característica de inicio a este primeiro, e consequentimente que possa acontecer as demais realização  a cada 02 anos, propondo que cada uma destas seja organizadas por Indígenas, lideranças e universitários da região que se responsabilizará para a realização, assim decidida na ocasião da  atual execução do seminário.
 Objetivos Específicos:

·         Enfatizar a importância dos Universitários Indígenas nas TIs através do processo histórico de luta de seu povo;
·         Consciêntizá-los da importância de seu papel na comunidade Indígena para a construção organizacional comunitária política nas Tis;
·         Empoderamento dos Universitários sobre o Território Indígena através de trabalhos produzidos pelos mesmos nas universidades, tais como: Monografias, artigos, projetos de extensão e intervenção;
·         Discutir estratégias, construir uma organização empoderada para atuar no processo de luta junto ao Movimento Indígena.
·         Incentivar os estudantes indígenas a promoverem Encontros e Seminários com temas voltados para as questões do interesse das comunidades indígenas.
·         Fortalecer e acompanhar as lutas das lideranças indígenas da Bahia.

O Seminário é uma iniciativa dos estudantes indígenas da Bahia, no qual conta com o apoio do Movimento Indígena das TIs Barra Velha e Comexatibá, FINPAT, FORUMEIBA a fim de contribuir com o fortalecimento da organização Indígena. Em parceria com o Estado da Bahia através das esferas de governo que empodera Promoção social, igualdade, direitos humanos e Educacionais, contando com o apoio da Universidade Federal do Sul da Bahia - UFSB, Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Universidade Federal da Bahia-UFBA, Universidade Federal do Reconcovo da Bahia- UFRB, Universidade Estadual de Feira de Santana-UEFS, Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG e Instituto Federal da Bahia-IFBA.
Com isto, trazemos a importância de fortalecimento das Políticas estudantis, agregando o conhecimento adquirido nas Universidades de forma que contribua tanto para a atuação Comunitária como Politica na sociedade, além contribuir na efetivação de Politicas Publicas de promoção ao acesso social Comunitário.








Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas participa de encontro com Fausto Franco em Santa Cruz Cabrália

  No dia 22 de abril de 21, participamos de uma reunião com o Secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, que veio a convite do Prefei...